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Oncogenes e supressores tumorais

O câncer é, em grande medida, uma doença de regulação genética. Oncogenes “aceleram”; supressores tumorais “travam”.

Canto do cético: Diferencie mutações driver de passenger. Contexto e ordem temporal importam.

Hipótese dos dois golpes (Knudson)

  • Supressor: frequentemente dois alelos inativados
  • Oncogene: muitas vezes um alelo ativado basta
  • Modelo moderno: vários drivers (~4–6) ao longo do tempo

Oncogenes — mecanismos de ativação

  • Mutação pontual (ex.: RAS: G12V, G13D, Q61H)
  • Amplificação (MYC, HER2, CCND1)
  • Translocações (BCR-ABL, MYC-IGH)
  • Epigenética — hipometilação de promotor

Supressores — inativação

  • Mutação (p53, RB, APC)
  • Deleção (CDKN2A, PTEN)
  • Hipermetilação do promotor

Exemplos-chave

  • RAS: sinalização GTPase; pancreas, cólon, pulmão
  • p53: guardião do genoma; mutado em muitos tumores
  • RB: ponto de controle G1/S
  • HER2: receptor; alvo em mama

Implicações terapêuticas

Inibidores de quinase, anticorpos, synthetic lethality quando há perda de HR (ex.: BRCA + PARP).

Ver também

Versão inicial pública. Conteúdo evolui com revisão contínua. Dúvidas: [email protected] · CC BY 4.0 quando aplicável.